A Hasbro acaba de mudar o time de entretenimento para West Hollywood.

São 31 mil pés quadrados de escritório, ~100 funcionários, operação a partir do primeiro trimestre de 2027. Vão para o The Lot at Formosa: filme, TV, gaming, licenciamento, brinquedos e o estúdio de IA da empresa.

O que importa não é o endereço. É quem são os vizinhos: HBO, Miramax, Live Nation, e a produtora do Kevin Hart. Sete soundstages de Hollywood no mesmo campus.

A maior fabricante de brinquedos da história americana está se posicionando ao lado do HBO. Não da Mattel. Não da Spin Master. Não num parque industrial.

A leitura: a Hasbro está admitindo, na prática, que brinquedo virou monetização do IP, não o IP em si. O ciclo de geração de valor passou a começar antes do produto — começa na narrativa, no fã, no universo construído.

E aqui é onde dói para o Brasil. A indústria nacional ainda opera majoritariamente como fábrica que vende para varejo. Vender unidade não é a mesma coisa que construir memória. E construir memória é o que faz uma empresa atravessar gerações.

A pergunta para qualquer marca de brinquedo em 2026 é a mesma: está construindo memória, ou só vendendo unidade?

🔗 Fonte original: Toy News International, via The Hollywood Reporter